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A educação e o "Dia das Mães" , por Rachel Camara

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Nas redes sociais, as datas comemorativas se reinventam ano após ano. Trends, memes, reels, vídeos curtos e fotografias transformam a forma como expressamos vínculos e afetos em meio à diversidade da vida moderna. Mas e a escola? Ela também consegue se reinventar?


A resposta passa por um desafio complexo. A educação brasileira, majoritariamente pública, permanece fortemente vinculada a diretrizes governamentais e políticas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que, em 2024, a maioria dos estudantes da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio está matriculada na rede pública. Assim, grande parte das decisões culturais e pedagógicas ultrapassa a autonomia das gestões escolares.


Ainda assim, existe algo que permanece essencial: a necessidade humana de afeto e pertencimento. Nesse aspecto, o amor materno atravessa gerações quase como linguagem universal. Mesmo quando alguém pergunta “e quem não tem mãe?”, a resposta surge no próprio cuidado humano: a maternagem sempre encontra outro rosto, outro colo, outra presença.


Recordo-me de uma apresentação escolar em que a mãe de uma aluna não pôde comparecer por motivos de trabalho. Combinamos, então, que ficaríamos juntas durante o evento. Disse a ela: “Hoje eu cuido de você e você cuida de mim”. Gestos simples são capazes de acolher exceções sem diminuir a grandeza da data.


Ontem recebi, mais uma vez, a mensagem carinhosa (felicitações pelo dia das mães) de um ex-aluno com quem não tenho contato há três anos. Ao responde- lo “você nunca esquece de mim”, li de volta: “Nunca esquecerei”. Não se tratava de ausência materna, mas do reconhecimento da maternagem presente no ato de educar com empatia, responsabilidade e dedicação. É por educadores assim que seguimos conclamando.


 
 
 

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